Como analisar óleo em máquinas de grande porte: passo a passo

Técnico analisando amostra de óleo em máquina industrial de grande porte

Quem já convive com máquinas industriais de grande porte sabe o quanto pequenas falhas em sistemas de lubrificação podem gerar paradas inesperadas, prejuízos e até riscos à segurança. Analisar o óleo dessas máquinas regularmente não é apenas uma tarefa técnica: é um compromisso com a confiabilidade e o desempenho operacional.

Na Filtrovali, temos mais de 20 anos de experiência nessa rotina. Ao longo desse caminho, presenciamos como empresas que implementam processos consistentes de análise de óleos evitam danos sérios aos seus equipamentos e reduzem gastos consideráveis em manutenção.

Neste artigo, vamos guiar você, passo a passo, sobre como trabalhar a análise de óleo em máquinas de grande porte e mostrar procedimentos práticos que aplicamos diariamente. Acompanhe!

Por que a análise de óleo é indispensável?

Máquinas de porte elevado, presentes em setores como mineração, papel e celulose, siderurgia e energia, operam sob condições extremas. O óleo lubrificante circula pelo sistema, reduz o atrito, previne o desgaste e remove impurezas. Porém, com o tempo, ele sofre contaminação e perde suas propriedades.

“Óleo contaminado é um vilão silencioso dos equipamentos industriais.”

Ao identificar e tratar contaminantes de forma antecipada, reduzimos falhas, prolongamos a vida útil dos ativos e aumentamos a disponibilidade dos equipamentos.

O que avaliar na análise de óleo?

A análise de óleo envolve uma série de testes (laboratoriais ou não) e observações visuais. Não se trata apenas de olhar cor e cheiro. O processo inclui:

  • Detecção de partículas sólidas e metálicas;
  • Verificação de presença de água e contaminantes;
  • Avaliação da viscosidade;
  • Análise dos aditivos presentes;
  • Identificação de desgaste interno por componentes do óleo;
  • Verificação do grau de oxidação e presença de borra.

Cada um desses testes nos dá informações sobre “a saúde” do óleo e, consequentemente, da máquina.

Leia também: Como a Contaminação no Óleo Pode Parar sua Produção (Evite o Prejuízo que a Maioria Não Percebe).

Passo a passo para analisar óleo em grandes máquinas

Na prática, construímos um roteiro que usamos em nossos atendimentos e que traz confiança para indústrias de grande porte que trabalham conosco.

1. Planejamento da amostragem

Tudo começa com um bom planejamento. Precisamos estabelecer:

  • Pontos exatos de coleta dos óleos;
  • Frequência da amostragem, considerando regime de trabalho e criticidade da máquina;
  • Padrão dos frascos e instrumentos a serem usados.

Já presenciamos em clientes da Filtrovali como amostras mal coletadas comprometem toda a análise, por isso, esse é um cuidado imprescindível.

2. Coleta adequada das amostras

A coleta é uma das etapas mais delicadas. Ela deve ser feita com o sistema em funcionamento ou logo após o desligamento, para garantir representatividade. Sugerimos seguir estas recomendações:

  • Utilize frascos limpos e secos, sem resíduos de outros óleos;
  • Evite coletar no fundo do reservatório;
  • Sempre rotule as amostras com data, hora, equipamento e ponto de coleta.

Lembre-se: uma amostra contaminada durante a coleta pode mascarar resultados e levar a decisões erradas.

3. Testes físicos

Com a amostra coletada, partimos para os testes, que incluem:

  • Análise de partículas sólidas por meio do contador eletrônico de partículas a laser com leitura em 90 segundos, segundo o fabricante;
  • Verificação de água por PPM (partes por milhão), com leitura digital em até 3 minutos, segundo o fabricante;

“O resultado revela o que os olhos não veem.”

Na Filtrovali, contamos com equipamentos de alta precisão e equipe treinada para interpretar cada resultado dentro do contexto de operação do cliente. Os contadores de partículas a laser, por exemplo, são comparáveis às unidades laboratoriais completas na contagem de partículas menores que a faixa de 2+ mícrons. 

Claro que alguns tipos de análise precisam ser realizadas em laboratório, mas as análises físicas já ajudam a saber o que está acontecendo para seguir aos próximos passos e descartar outros problemas. Os testes laboratoriais, embora mais específicos, demandam mais tempo de análise. Tempo do qual nem sempre se pode aguardar em campo.

4. Testes laboratoriais

Os testes laboratoriais são cruciais para avaliar a qualidade e a condição do óleo industrial. Eles analisam uma variedade de parâmetros, fornecendo informações essenciais para o diagnóstico dos sistemas lubrificantes das máquinas. Entre os principais aspectos analisados estão:

  • Conteúdo de partículas sólidas e metálicas, que indica desgaste e contaminação;
  • Níveis de água, que podem sinalizar falhas de vedação ou condensação;
  • Viscosidade, que é fundamental para o desempenho do lubrificante;
  • Análise de aditivos, que ajuda a entender a proteção do óleo contra oxidação e desgaste;
  • Oxidação do óleo e presença de lamas, que indicam degradação do fluido ao longo do tempo.

A interpretação desses resultados permite identificar problemas antes que se tornem críticos, possibilitando ações corretivas rápidas e eficazes para garantir a operação contínua e segura das máquinas.

5. Interpretação dos dados

Receber o laudo não significa, automaticamente, ter as respostas. Devemos analisar resultados à luz do histórico da máquina e comparar padrões da indústria. Se encontramos níveis elevados de ferro, pode ser desgaste de engrenagem. Se há presença de água, o problema pode ser vedação insuficiente ou condensação.

A chave aqui é correlacionar as informações do laudo com variáveis do campo e histórico do equipamento. Com esse cruzamento, definimos ações corretivas ou preventivas já no início dos indícios de falha.

6. Ações de correção e prevenção

Por fim, com o diagnóstico realizado, podemos agir rapidamente. Entre as principais ações estão:

  • Troca antecipada do óleo contaminado;
  • Filtração absoluta e centrífuga do fluido, aproveitando o máximo do óleo em bom estado;
  • Verificação e reparo de vedação, rolamentos e linhas de lubrificação;
  • Implementação de rotinas de limpeza, como flushing ou limpeza química.

Essas práticas estão presentes no dia a dia da Filtrovali e têm se mostrado muito eficazes para evitar falhas inesperadas. Temos orgulho de participar de operações onde o índice de paradas foi drasticamente reduzido após implementação desse passo a passo.

Este outro artigo também pode lhe interessar: O Impacto da Qualidade do Óleo na Performance dos Equipamentos Industriais

Quais problemas podemos evitar com a análise de óleo?

A ausência de controle sobre o estado do óleo leva ao desgaste acelerado de engrenagens, bombas, cilindros e rolamentos. Também facilita o aparecimento de ferrugem, borra e até incêndios em casos de óleo altamente oxidado.

“Um bom controle do óleo é o diferencial entre parada programada e quebra imprevisível.”

Nossa experiência mostra que, ao incluir a análise periódica de óleo nas rotinas de manutenção (saiba mais sobre manutenção de grandes máquinas neste artigo), empresas estendem a vida útil dos ativos e evitam custos inesperados com reparos e substituições prematuras.

Integração da análise de óleo ao programa de manutenção

A análise de óleo não atua isolada. Ela faz parte de um ciclo preventivo maior, que inclui monitoramento de vibração, inspeção visual dos equipamentos e acompanhamento de temperatura.

Quando realizamos projetos junto a parceiros do setor naval, papel e celulose ou petroquímico, entre outros diversos setores, integramos o controle de óleo com outros indicadores. Assim, conseguimos prever falhas e atuar antes que se tornem onerosas.

Para se aprofundar e conhecer detalhes técnicos, indicamos a leitura deste conteúdo sobre análise de óleo em máquinas industriais.

Conclusão: análise de óleo é investimento inteligente

A prevenção de falhas começa com informação confiável. Analisar o óleo das máquinas de grande porte de modo sistemático reduz custos de manutenção, amplia a vida útil dos equipamentos e traz segurança ao negócio. Essa é a razão da Filtrovali recomendar e oferecer esses serviços há mais de duas décadas por todo o Brasil.

Se sua empresa quer evitar paradas, melhorar desempenho e ter mais previsibilidade, convidamos você a nos procurar. Conheça melhor os serviços técnicos, as soluções em tratamento de óleo e os diferenciais da Filtrovali. Solicite um orçamento sem compromisso e proteja seus investimentos industriais.

Perguntas frequentes sobre análise de óleo em máquinas de grande porte

O que é análise de óleo em máquinas?

A análise de óleo é o processo de coletar e examinar amostras do óleo lubrificante de uma máquina para identificar a presença de contaminantes, desgastes metálicos e avaliar a condição do fluido. Ela permite detectar problemas antes que causem falhas na máquina.

Como coletar a amostra de óleo corretamente?

Para coletar corretamente, utilize frascos limpos, faça a coleta preferencialmente com o sistema em funcionamento ou imediatamente após o desligamento e nunca colete no fundo do reservatório. Identifique a amostra com informações detalhadas, como data, ponto e equipamento.

Quais equipamentos preciso para analisar o óleo?

O processo envolve frascos de coleta adequados, seringas, kits para análise física e, para análises aprofundadas, equipamentos laboratoriais como espectrômetro, viscosímetro e estufa. O apoio de uma empresa especializada, como a Filtrovali, garante a precisão dos resultados.

Com que frequência devo analisar o óleo?

A frequência depende do tipo de máquina e severidade das operações, mas indicamos intervalos mensais, trimestrais ou semestrais. Equipamentos críticos e submetidos a altas cargas exigem intervalos mais curtos.

Analisar óleo aumenta a vida útil da máquina?

Sim, a análise frequente do óleo identifica desgastes e contaminações que, se corrigidos rapidamente, prolongam a vida útil dos equipamentos. Esse cuidado previne falhas e reduz custos com paradas emergenciais e reparos.

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