Na rotina industrial, poucas ocorrências causam tantos transtornos financeiros e operacionais quanto o acúmulo indesejado de organismos aquáticos em superfícies submersas, como ocorre com a craca. Assumindo diferentes formas, esse fenômeno pode comprometer equipamentos, tubulações e todo o desempenho de centrais produtivas. Em nossa experiência na Filtrovali, presenciamos, ao longo de mais de 20 anos, situações em que a falta de controle desse problema levou à parada inesperada das operações, gerando custos elevados e frustrações para gestores.
O que é bioincrustação?
Bioincrustação é o acúmulo de organismos vivos, como bactérias, algas, moluscos e, especialmente, cracas, sobre superfícies imersas ou expostas à água. Conforme definido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), essa incrustação pode ser micro ou macro, incluindo desde biofilmes bacterianos até a formação de camadas visíveis por cracas, vermes e algas (definição do ICMBio). Nos ambientes industriais, essas incrustações aderem principalmente a tubulações, trocadores de calor, membranas de filtragem, cascos de embarcações e tanques.
Superfícies submersas são alvos fáceis do crescimento biológico natural.
Como surge a incrustação biológica?
O processo começa com a aderência inicial de microorganismos à superfície, formando um biofilme. Com o tempo, outros organismos maiores aproveitam esse ambiente, e aglomeram-se, formando camadas visíveis de cracas e algas. Em ambientes quentes, úmidos e com fluxo constante de água, esse ciclo se acelera. No contexto industrial, tubulações e equipamentos parados ou com manutenção inadequada favorecem o avanço dessas colônias invasoras.
Impactos operacionais e econômicos
Nossos clientes relatam que um dos principais riscos da colonização biológica é o aumento brusco do consumo de energia devido à restrição de passagem nas tubulações. Há também:
- Redução da eficiência térmica em condensadores e trocadores de calor
- Desgaste precoce de componentes metálicos e membranas filtrantes
- Possibilidade de corrosão acelerada devido à presença de microambientes ácidos
- Riscos ambientais pelo desprendimento de organismos exóticos
- Paradas inesperadas e altos gastos em manutenções emergenciais
Lidamos, em Itajaí e em outras regiões, com relatos em que custos extras chegam a comprometer seriamente o orçamento anual das empresas, especialmente em setores como energia e papel e celulose.
Métodos modernos para remoção e prevenção
Quem lida com tubulações industriais precisa de abordagens confiáveis. Técnicas de controle e limpeza vêm evoluindo conforme a complexidade dos processos industriais cresce. Listamos as principais, sempre focados em resultados sustentáveis:
- Tintas anti-incrustantes: Importantes em embarcações e estruturas expostas ao mar, elas liberam agentes que impedem a fixação dos organismos.
- Tratamentos químicos:
- Aplicação de biocidas controlados para degradar biofilmes sem impactar o meio ambiente
- Flushing químico para remover resíduos orgânicos e inorgânicos acumulados
- Monitoramento de condições:
- Análise contínua de parâmetros (pH, temperatura, concentração de sólidos suspensos)
- Adoção de sensores inteligentes e rotinas preventivas
- Limpeza física e hidrojateamento: Remoção mecânica das incrustações em estágios avançados, comum em trocadores e sistemas de água de resfriamento.
Soluções específicas podem ser conferidas em nosso conteúdo sobre métodos de prevenção de craca, onde relatamos exemplos reais de sucesso.
Estratégias para setores industriais
Nos setores naval e de energia, a presença massiva de sistemas submersos exige atenção redobrada. No papel e celulose, o uso intenso de águas industriais favorece a formação de biofilmes em clarificadores e sistemas de filtragem. No petroquímico, a incrustação pode impactar diretamente a eficiência de colunas de processo e dutos submarinos. Sugerimos rotinas adaptadas:
- Programas de manutenção preventiva rigorosos
- Uso de produtos específicos conforme o tipo de incrustação predominante
- Implantação de técnicas de pré-tratamento e limpeza de membranas em etapas de filtração
- Capacitação de equipes para inspeções periódicas e rápidas respostas
No nosso dia a dia, percebemos que a prevenção planejada é o verdadeiro segredo para evitar perdas e manter a disponibilidade operacional. Na página bioincrustação: conceitos e riscos, detalhamos os danos evitáveis por meio dessas estratégias.
Limpeza de membranas e pré-tratamento: papel fundamental
Sistemas avançados de filtração, especialmente com membranas, pedem tratamento especial. As incrustações favorecem entupimentos, perda de vazão e danos irreversíveis. Por experiência, aprendemos que:
- Lavagens regulares controlam o crescimento de biofilmes
- Pré-tratamentos ajustam a qualidade da água antes do contato com etapas críticas
- Produtos com menor impacto biológico prolongam a vida útil dos equipamentos
Desafios ambientais e controle sustentável
Cada vez mais, é esperado que indústrias optem por soluções menos agressivas. Métodos biológicos e produtos biodegradáveis ganham espaço, reduzindo riscos ao ambiente marinho e a fauna local. Além disso, o controle microbiológico eficaz diminui a chance da introdução de espécies invasoras, como aponta a definição do ICMBio sobre manejo de espécies.
Diagnóstico técnico personalizado: a melhor solução
Cada instalação apresenta condições únicas de contaminação. Sugerimos sempre a realização de diagnósticos personalizados para entender a fundo a causa e o melhor método de tratamento. Na Filtrovali, unimos recursos tecnológicos e experiência técnica para entregar soluções de longo prazo, minimizando custos indiretos e promovendo a sustentabilidade industrial.
Eficiência operacional começa com diagnóstico preciso.
Perguntas frequentes sobre bioincrustação e craca
O que é bioincrustação e por que ocorre?
Bioincrustação é a aderência de organismos, como bactérias, algas e cracas, em superfícies expostas à água, resultado da interação contínua desses agentes com ambientes úmidos e nutrientes disponíveis. O acúmulo se inicia com micro-organismos e evolui para formas visíveis, prejudicando equipamentos e estruturas.
Como remover cracas de superfícies?
A remoção pode ser feita por métodos mecânicos, como raspagem e hidrojateamento, ou por aplicação de produtos químicos específicos que dissolvem os resíduos orgânicos. Em situações mais complexas, a união de técnicas traz resultados mais permanentes.
Quais métodos evitam a bioincrustação?
Prevenir a colonização biológica exige a combinação de tintas anti-incrustantes, tratamentos químicos controlados, monitoramento contínuo e cronogramas rigorosos de manutenção preventiva. Essas medidas reduzem a aderência e dificultam o crescimento dos organismos.
Produtos caseiros funcionam contra bioincrustação?
Soluções caseiras podem remover pequenos depósitos em embarcações ou objetos domésticos, mas não são indicadas para sistemas industriais. A eficácia e a segurança dependem do tipo e grau de contaminação, exigindo normalmente técnicas profissionais.
Quanto custa prevenir a bioincrustação?
Os custos variam conforme o porte da estrutura, a frequência das limpezas e o método adotado. Investir em prevenção costuma ser menor do que arcar com manutenções emergenciais, paradas e substituição de equipamentos comprometidos.



